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Não Furtarás (Êx. 20:15)
mandamentosO oitavo mandamento exige o respeito por tudo o que pertence ao outro. A Bíblia ensina, por um lado o direito à propriedade privada, e, por outro, os limites deste direito, dado que todo o proprietário é responsável diante de Deus pela utilização dos seus bens.
Este preceito estabelece a necessidade de agir com justiça, responsabilidade e integridade no uso do dinheiro, bens e serviços. A falta de honestidade é mais do que um delito contra a propriedade, é um delito contra as pessoas.
O nosso mundo está doente com demasiadas injustiças: demasiada fome, pobreza e miséria. Demasiadas diferenças entre ricos e pobres, demasiadas estruturas sociais injustas, demasiadas pessoas que sofrem de desemprego ou que são exploradas ou mal remuneradas. A ganância do lucro, a rapacidade, a corrupção converteram-se num cancro social, que precipita a sociedade de consumo numa situação de injustiça permanente e em relacionamentos conflituosos dolorosos entre opressores e oprimidos.
Por vezes, temos dificuldade em viver uma vida plena. Cremos que nos falta a sorte do outro, os seus bens, o seu êxito. Gostaríamos de ter o que pertence ao próximo e imediatamente. Assim corremos o risco de comprometer a nossa honestidade, procurando acalmar com o ter uma sede que só o ser pode saciar. Esquecemo-nos dos que têm menos do que nós e tornamo-nos insensíveis ao facto de que “mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.” (Act.20:35)
(Badenas, R. – “Para além da Lei, a Graça”, pg.76 - Publicadora Servir, S.A. 1ª edição, Maio 2010)

Lei e Graça

leigracaPara o seu equilíbrio espiritual, o homem necessita simultaneamente da Lei e da graça, isto é, de normas que o orientem e da possibilidade de retomar o rumo quando se extravia.
Paulo é, sem dúvida, o autor bíblico que mais fala do conflito entre Lei e graça. Para muitos dos seus contemporâneos, o centro de gravidade da vida religiosa tinha-se deslocado da comunhão com o Deus libertador para a preocupação com o cumprimento da Lei. Os fariseus tinham construído um espesso muro de disposições à volta da Torah (como notas de rodapé) com a intenção de regulamentar tudo. Estas disposições faziam da Torah uma carga pesada. Os fariseus transformavam uma Lei que estava ao serviço da aliança num fim em si mesma.
A grande ruptura entre a Igreja e a Sinagoga, iniciada por Jesus, foi consumada sobre este ponto a partir de Paulo. O debate entre a Lei e a fé não teria provocado o cisma, se se tivesse simplesmente tratado de escolher entre legalismo e espiritualidade. Mas é aqui que reside o problema. O judaísmo ortodoxo sabia desde sempre que a Lei era mais do que um código, e que o seu conteúdo espiritual requeria uma interiorização, sem a qual se corria o risco de a transformar numa paródia grotesca da vontade de Deus. Os ensinos de Jesus e de Paulo situavam-se, pois, na vanguarda do judaísmo mais autêntico.
Ora, para muitos fariseus a justificação do homem encontra-se no cumprimento da Torah. É em reacção contra estes que os primeiros cristãos proclamarão que a salvação é obra do Messias e não procede da observância de uma Lei redentora, mas sim, da graça do Redentor, autor dessa Lei.
(Badenas, Roberto – “Para além da Lei, a Graça”, pgs.287 a 291 - Publicadora Servir, S.A. 1ª edição, Maio 2010)


O Místico Irascível

moisesagostoA vida agitada de Moisés é uma constante busca do absoluto. O sentimento de justiça inflama-o ao ponto de o fazer explodir. Ele mesmo narra vários episódios nos quais intervém contra a injustiça do mundo cruel em que teve de viver. Eterno inquieto, acalma-se unicamente, quando se isola no deserto, a sós com Deus.
Esta profunda insatisfação com que Moisés vive a frustrante distância entre a sua realidade e o seu ideal leva-o a quebrar as tábuas da Lei no sopé do Sinai. Ao descer do monte, abraçando o Decálogo – testemunho tangível da aliança assinada pela mão de Deus – encontra o seu povo inconstante entregue à adoração dum bezerro de ouro. O choque é tão profundo que ele atira as tábuas contra as rochas. A sua sensibilidade ferida não pode aceitar um tal horror. O escândalo é tão violento, a realidade é tão provocante, o bezerro e a Lei excluem-se mutuamente de tal maneira, que é preciso partir, quebrar, destruir. A sede do absoluto toma aqui o seu sentido mais forte: a recusa do compromisso. Tudo ou nada: tal é a exigência da pureza humana. Ela não conhece uma expressão mais grandiosa e mais severa do que o gesto de Moisés a quebrar as tábuas da Lei.
A sua sede de absoluto concretiza-se na sua sede de Deus. Face ao absoluto, o que nós, seres humanos, conhecemos melhor é a sede. Uma sede que o levou a uma comunhão espiritual de rara intensidade.
“Moisés descobre a face de Deus no apelo exaltante de um amor que espera uma resposta até à milésima geração. É fascinado por esse amor que Moisés se lança na aventura ao lado do Eterno presente. Se o combate de Jacob com Deus durou uma noite inteira, o de Moisés durará cem anos. Toda a sua vida será marcada pela presença do Invisível.”

(Badenas, Roberto – “Para além da Lei, a Graça”, pgs.12 e 13 - Publicadora Servir, S.A. 1ª edição, Maio 2010)

Paulo, o Apóstolo (Conclusão)

apostolopaulo

Paulo conseguiu muitas conversões entre os gentios de Antioquia da Pisídia, o que apenas aumentou a animosidade dos seus opositores. Estes tinham igualmente procurado ser uma luz para os gentios e haviam atraído os tementes a Deus – alguns dos quais se tornaram completos prosélitos do judaísmo – ensinando-lhes a observância da Torah e a adoração de um Deus único. Agora, em nome do Deus de Israel, Paulo minava os frutos do seu trabalho, proclamando como Messias um criminosos executado e oferecendo a salvação aos gentios sem lhes exigir a observância da lei. Paulo e Barnabé foram expulsos da província. Dirigiram-se a outras cidades da Ásia Menor perseguidos por judeus encolerizados que pretendiam evitar aquilo que entendiam ser a perversão da lei.
Em Actos 14, conta-se que em Listra, cidade da Licaónia, orgulhosa do seu Templo de Zeus, Paulo curou um aleijado, e o povo aclamou-os, a ele e a Barnabé, como encarnações de Hermes e de Zeus e preparou um sacrifício em sua honra. Os missionários não o concederam, mas a simples sugestão de idolatria bastou para atear a raiva dos seus opositores. Paulo foi apedrejado e deixado como morto.
Sobreviveu, contudo, a estes e outros ataques e, antes de regressar a Antioquia, visitou de novo as comunidades cristãs que fundara para avaliar das suas situações, reforçar as suas vontades e as inspirar com a universalidade da mensagem de Jesus.
Paulo passaria o resto da sua vida estabelecendo igrejas cristãs nas cidades do mundo mediterrânico e orientando o seu desenvolvimento tanto com visitas pessoais como com cartas. Os Actos falam de alguns dos lugares que visitou e registam imagens indeléveis das adversidades e perseguições a que resistiu. Mas é através das suas próprias cartas que podemos fazer uma ideia mais profunda sobre a natureza dos problemas que enfrentou para forjar a fraternidade entre tão dispersas comunidades.

(“Jesus no seu tempo” Ed. Selecções do Reader’s Digest, 1ªEdição, Lisboa 1988, pgs. 284 e 285)

Paulo, o Apóstolo (II)

apostolopaulo

Em Pafos, capital de Chipre, na costa oeste, Saulo foi chamado ao procônsul romano, Sérgio Paulo. Com este encontrava-se um mago judeu que a si próprio se chamava Barjesus, “o filho de Jesus”. O procônsul estava “desejoso de ouvir” de Saulo a palavra de Deus, aparentemente para comparar os seus ensinamentos com os do mago.
Saulo aceitou o desafio e, segundo Actos 13:11, amaldiçoou este último com uma cegueira temporária, semelhante àquela que ele mesmo sofrera após a revelação na estrada de Damasco. O procônsul abraçou a fé, dando a Saulo a sua primeira vitória num âmbito exclusivamente romano. E é significativo que em Actos 13:9 se use o nome romano de Saulo, Paulo, pela primeira vez ao descrever esta cena e nunca mais voltem a tratá-lo pelo seu nome judaico. A partir deste ponto, a história dos Actos trata da implantação de uma nova fé entre os gentios das cidades do Império Romano.
De Chipre, Paulo e os seus companheiros navegaram para a Ásia Menor. Viajaram para norte, para as montanhas, até Antioquia da Pisídia, uma de entre pelo menos 16 cidades do império com o nome de Antioquia. Nesta florescente colónia romana, como noutras cidades que visitou, Paulo começou por falar na sinagoga, dizendo, tanto aos judeus como aos gentios tementes a Deus, que o perdão dos pecados fora proclamado por Jesus e que “a justificação completa que não pudestes obter pela lei de Moisés, obtê-la-á por meio d’Ele todo aquele que crê”. (Actos 13:38 e 39)
Nessa ocasião diz-se nos Actos 13:44, “quase toda a cidade se reunia para ouvir a Palavra de Deus”. Mas os judeus tradicionalistas, que viam nas palavras de Paulo uma ameaça substancial à sua comunidade, tentaram transformar a reunião numa discussão. Paulo respondeu-lhes citando Isaías: “Estabeleci-te como luz das nações para levares a salvação até aos confins da Terra.” (Actos 13:47)(continua)

(“Jesus no seu tempo” Ed. Selecções do Reader’s Digest, 1ªEdição, Lisboa 1988, pg.284)


Paulo, o Apóstolo (I)

apostolopaulo

Em muitas cidades do Império Romano, incluindo a própria Roma, os seguidores do Caminho atingiam os gentios como os Judeus nunca o tinham conseguido. E o jovem movimento estava em risco de fragmentar-se: incluíam-se nas suas hostes, sempre crescentes, comunidades de judeus, de gentios e de populações mistas. Eram todos unidos pela fé em Jesus, mas muitos encontravam-se divididos pela forma como entendiam que essa fé afectava o seu relacionamento com as tradições de Israel. Além disso, nas cidades onde floresciam, os cristãos tinham de suportar a competição dos outros mestres e pregadores, desde os filósofos populares até aos magos e aos promotores dos cultos de mistérios.
Foi esta situação confusa e potencialmente caótica que Saulo encontrou quando, pouco tempo após a morte de Herodes Agripa, ele e Barnabé, juntos com João e Marcos, se dirigiram de Antioquia para Chipre, a ilha natal de Barnabé: Saulo procurava já lugares estratégicos onde estabelecer comunidades cristãs, em cumprimento do chamamento que recebera na estrada para Damasco.
Segundo o que diz Actos 13:5-8, eles começaram por pregar aos Judeus nas sinagogas de Salamina, a maior cidade de Chipre, e, provavelmente, continuaram a fazê-lo enquanto percorriam a ilha. A prática de os membros da congregação dirigirem a palavra à assembleia fazia parte do papel histórico da sinagoga como centro de instrução das comunidades judaicas e tornou-se um elemento essencial da expansão do Evangelho. (continua)

(“Jesus no seu tempo” Ed. Selecções do Reader’s Digest, 1ªEdição, Lisboa 1988, pgs. 283 e 284)

A Fruta: o melhor doce

AfrutaA fruta constitui a forma mais saudável de ingerir açúcares e de satisfazer o desejo natural de saborear alimentos doces.
Além de açúcares, as frutas contêm:
Vitaminas e minerais que facilitam a metabolização do açúcar e a sua transformação em energia. Fibra, que retarda a rápida absorção dos açúcares. Por isso, quando se ingere fruta segrega-se menos insulina do que quando se ingere açúcar só ou com alimentos refinados sem fibra.
A menor secreção de insulina faz produzir menos gorduras, dado que um dos seus efeitos é o de favorecer a lipogénese, isto é, a síntese de lípidos ou gorduras no organismo.
Por tudo isto, o açúcar natural ou intrínseco da fruta apresenta duas grandes vantagens sobre o extrínseco que se acrescenta a outros alimentos, especialmente se estes forem refinados: é mais bem tolerado  pelos diabéticos engorda menos para uma igual quantidade de calorias, o açúcar natural da fruta é mais bem aproveitado, e engorda menos que o açúcar comum.

1 maçã grande de 200 g é igual a 25g de açúcar
20 g de uvas passas é igual a 15g de açúcar
1 figo seco de 20 g é igual a 10 g de açúcar

(Jorge D. Pamplona Roger – A Saúde pela Alimentação, cap.10 - Ed. P.A, Lisboa, Março de 1996)

O AÇUCAR

oacucarPoucos produtos alimentares têm sido, como o açúcar, objecto de uma polémica tão viva. Para alguns, o crescente consumo de açúcar é o responsável da maior parte dos males que afligem a humanidade, desde a cárie até às afecções cardíacas e à diabetes. Em contrapartida, outros vêem no açúcar um composto químico capaz de nos adoçar a vida e produzir energia nas nossas células.
Onde está a verdade? O açúcar é nocivo ou benéfico? Só procurando a objectividade e o equilíbrio na avaliação dos factos se pode responder correctamente a estas perguntas.
O açúcar é em si mesmo uma substância natural que faz parte de muitos alimentos saudáveis como as frutas e hortaliças de que se extrai. No nosso organismo cumpre a função de proporcionar energia para o funcionamento de todas as células. Portanto não se pode dizer que o açúcar, em si mesmo, seja nocivo para a saúde.
O mal do açúcar não é o que contém (sacarose), mas o que não contém: nem vitaminas, nem minerais, nem fibra, nem antioxidantes, nem nenhuma das substâncias de acompanhamento que existem nos vegetais e que exercem um efeito protector.
No açúcar, por ser um extracto mais ou menos refinado ou purificado, altera-se profundamente o equilíbrio natural dos nutrientes que existe nos alimentos no seu estado natural.
Geralmente o açúcar é acrescentado a produtos pouco saudáveis, como os bolos, gelados, alimentos refinados e processados, e bebidas artificiais. Portanto, a pessoa que consome muito açúcar possivelmente está a ingerir numerosos produtos desaconselháveis do ponto de vista da saúde.


(Jorge D. Pamplona Roger – A Saúde pela Alimentação, cap.10 - Ed. P.A, Lisboa, Março de 1996)

O TERCEIRO FÔLEGO

idososOs idosos devem respeitar mais ainda do que os jovens ou os adultos, os limites naturais e inevitáveis que o envelhecimento lhes impõe. Deverão evitar esforços intensos que solicitem excessivamente o coração, os pulmões, as articulações e a agilidade dos músculos. Mesmo quando se foi um desportista de elite, chega um momento em que o organismo sofre uma diminuição considerável das suas capacidades físicas.

No entanto, não é preciso parar com a actividade desportiva, mas apenas moderá-la. Se alguém nunca fez desporto até à idade da reforma, deve dar preferência à ginástica e aos desportos praticados num andamento regular e, mais uma vez, moderado: a marcha, a corrida combinada com a marcha, a natação, o ciclismo em terreno plano. Fazer exercício três vezes por semana, durante meia hora, já é bastante positivo. E, de preferência, convém praticá-lo em grupo, para lutar contra o isolamento, que, muitas vezes está ligado ao imobilismo. Este é responsável, não apenas pela rápida degradação física, mas também, pela perda progressiva das faculdades de adaptação a novas situações: a vida estagna a todos os níveis e o reformado, assim marginalizado, torna-se rapidamente um verdadeiro velho.

Consulte regularmente o seu médico, comece devagar e avance muito gradualmente; não se esqueça de fazer alguns exercícios de aquecimento antes de cada sessão. A prática de um desporto “não acrescenta anos à vida, mas dá vida aos anos”.

(“Viver em forma todo o ano” – pgs.132 e 133 – EDIDECO, Lisboa, Set.1994)

ANSIEDADE E DEPRESSÃO

ansiedadeCom grande frequência, o stressado apresenta sintomas de ansiedade, como a apreensão, a preocupação, a tensão e o medo do futuro. Por um lado, é natural que quem sofre de stress também padeça de ansiedade.

O Stress é como uma montanha – trabalho, problemas familiares, exames difíceis… – que se tem que escalar. E a ansiedade aparece quando a pessoa analisa o que poderá acontecer se sucumbe na escalada; principalmente se as consequências do fracasso são penosas.
A ansiedade é uma das mais perigosas manifestações psicológicas do stress. É normal sentir um certo grau de ansiedade perante situações incertas: mas a ansiedade excessiva é uma forma de neurose que não beneficia nem a pessoa nem os que com ela convivem. Além disso, não esqueçamos a estreita vinculação que existe entre stress e ansiedade, e que muitas pessoas que sofrem presentemente os efeitos devastadores da ansiedade, começaram os seus “hábitos” de ansiedade em situações stressantes.
A depressão é um dos riscos terminais do stress.
Quando o stress foi além da fase de alarme e se manteve constante durante muito tempo na fase de resistência, entrando finalmente na de esgotamento, o abismo mais perto é a depressão.
Sentir incapacidade em ultrapassar a montanha do stress leva a uma situação depressiva.
A depressão é o problema com que os profissionais de saúde mental se deparam com mais frequência. Nem sempre a sua origem se deve a agentes stressantes mas sim a um número elevado de factos.

(Melgosa, Julián – “Sem Stress” – pgs.40 e 41, P.A. 1ª ed. Lisboa, Janeiro de 1996)

A ÁGUA

aguaA água é a única bebida imprescindível e aquela que melhor acalma a sede. A saúde deteriora-se progressivamente quando se diminui o fornecimento de água ao nosso organismo. Beber água á tão imprescindível para uma boa saúde como respirar.
O nosso corpo está continuamente a perder água através de numerosos processos fisiológicos: respiração, sudação, produção de urina e fezes. Precisamos de ingerir a água suficiente para compensar as perdas que inevitavelmente ocorrem, e se possível, um pouco mais.
Para um adulto que pese 70 quilos, estas perdas são calculadas em cerca de 2,6 litros. Tendo em conta que a água contida nos alimentos e aquela que se obtém com a sua metabolização representam 1,1 litros, devemos ingerir mais 1,5 litros de água para compensar as perdas de 2,6 litros. Estes litro e meio de água representam 7 ou 8 copos de água que, em média, todos dever íamos beber diariamente. Num clima quente pode ser necessário beber o dobro ou mais.
O ideal é beber a água 15 a 30 minutos antes das refeições, e não durante ou depois delas, pois neste caso produz-se um aumento do volume do estômago que dificulta a sua contracção, assim como a diluição dos sucos gástricos que atrasa a digestão.
É preferível não ingerir água nas duas ou três horas antes de deitar, particularmente no caso dos homens que sofrem da próstata. Deste modo se evita que tenham de levantar-se para urinar durante o sono.

 

(Jorge D. Pamplona Roger – A Saúde pela Alimentação, cap.17 - Ed. P.A, Lisboa, Março de 1996)

NOZES PODEM RETARDAR CANCRO DA PRÓSTATA

nozesUm grupo de cientistas da Universidade de Medicina da Califórnia, EUA, descobriu que o consumo de nozes retarda o crescimento do cancro da próstata nos ratinhos, além de este fruto seco ter efeitos benéficos em múltiplos genes relacionados com o controlo de tumores e do metabolismo. Este estudo orientado pelo nutricionista Paul Davis vem demonstrar que apesar das nozes serem ricas em gorduras são também muito saudáveis. “Este estudo mostra que quando um ratinho com cancro da próstata consome uma pequena quantidade de nozes, que poderia facilmente ser comida por um homem, o crescimento do tumor é controlado”, referiu Davis. “Espero agora que seja benéfico também para os pacientes.”
O cancro da próstata afecta um em cada seis homens americanos, por isso uma dieta saudável é essencial na prevenção desta doença. Vários estudos clínicos já demonstraram que a ingestão de nozes – ricas em ómega 3, gorduras polinsaturadas e antioxidantes – diminuem o risco de doenças cardiovasculares.
Após 18 semanas de estudo em que os ratinhos consumiram 2,4 gramas de nozes por dia, os investigadores descobriram que a possibilidade de crescimento do tumor tinha sido reduzida 30 a 40% e que nos ratinhos com cancro, os níveis de sangue da hormona IGF-1 – fortemente associada ao cancro da próstata – tinham reduzido. O desafio agora é desenvolver estes estudos em produtos nutricionais, para avaliar os seus efeitos em doentes com cancro.

(Cláudia Reis, Jornal I, 24Mar2010)

CORAÇÃO A FUNCIONAR DE MODO FIEL E CONSTANTE


coracao10Tente fechar e abrir a mão com força de forma rítmica, uma vez em cada segundo. Ao fim de poucos minutos irá sentir, provavelmente, algum incómodo, cansar-se e abandonar o exercício.
O músculo do coração realiza um exercício muito semelhante ao abrir e fechar da mão.
Fá-lo, no entanto, sem nunca parar, nem se cansar enquanto se mantém saudável, desde que nascemos, até morrermos.
Esta capacidade do miocárdio, o músculo que forma o coração, de trabalhar incessantemente e sem descanso, é um dos factos mais surpreendentes tanto da fisiologia animal como da humana.
Na realidade o coração descansa. Repousa entre o breve período de tempo entre uma pulsação e a seguinte.
Durante uns décimos de segundo, o miocárdio relaxa-se e recebe sangue e nutrientes através das artérias coronárias.
Para que o coração possa funcionar de modo tão fiel e constante, precisa de:
- Irrigação sanguínea permanente através das artérias coronárias. Qualquer coisa que obstrua a passagem do sangue por essas
importantíssimas artérias, provoca um ataque cardíaco e a
possível paragem do coração. A arteriosclerose, devida a depósito de colesterol, é a causa mais comum de obstrução das artérias coronárias.
- E o coração precisa também de que esse sangue que o alimenta através das artérias coronárias lhe forneça suficiente oxigénio e nutrientes, especialmente ácidos gordos, glucose e vitamina B1.
Uma alimentação à base de frutas, frutos secos oleaginosos, hortaliças, legumes e cereais integrais, preparados de um modo simples, é a que dá melhores resultados na prevenção do enfarte. As frutas e as hortaliças devem constituir a base de uma dieta saudável para o coração.

(Jorge D. Pamplona Roger – A Saúde pela Alimentação, cap.21 - Ed. P.A, Lisboa, Março de 1996)

A DOR REUMÁTICA E AS PLANTAS ANTI-REUMÁTICAS

reumaticoA Dor Reumática é aquela que afecta o aparelho locomotor (ossos, músculos, articulações, ligamentos e tendões), acompanhada de um certo grau de inflamação. As doenças que mais comummente originam dores deste tipo são a artrose (degenerescência das cartilagens articulares), a artrite, o reumatismo articular crónico, e as afecções musculares como o torcicolo. As plantas de acção anti-reumática e revulsiva acalmam a dor e reduzem a reacção inflamatória, tanto em uso externo como interno.
As Plantas anti-reumáticas exercem uma acção preventiva ou curativa sobre as doenças reumáticas que causam inflamação, dor e rigidez nalguma zona do aparelho locomotor. Algumas destas plantas aplicam-se por via interna, ingeridas em tisanas ou extractos, enquanto que outras se usam externamente, em cataplasmas ou compressas quentes. As plantas de acção anti-reumática e revulsiva acalmam a dor e reduzem a reacção inflamatória, tanto em uso externo como interno. Das cinquenta e duas plantas anti-reumáticas conhecidas e apenas pela sua comodidade de utilização sob a forma de infusão, citaremos as seguintes plantas: Azevinho, Bétula, Cavalinha, Galeopse, Harpagófito, Ulmeira, Valeriana e Verbena.

(Jorge D. Pamplona Roger – A Saúde pelas Plantas Medicinais, cap.26 - Ed. P.A, Lisboa, Março de 1996)