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Não Te Esqueças


A Aliança do Coração
coracao10A nova aliança prometida é uma nova maneira de entender a fé. Não como religião da Lei, mas como espiritualidade do coração (Jer.31:31-34). Na Bíblia, o coração simboliza o centro vital da pessoa humana. O coração age sobre todo o ser, sede simultaneamente da sensibilidade, da inteligência e da vontade, e, por conseguinte, de tudo o que em nós é mais autêntico e profundo, em oposição a tudo o que é superficial e periférico. No coração, sabemos se aceitamos o outro ou se já não o amamos. Depois de um desvario, não são necessárias grandes explicações: basta um simples batimento para se saber se o coração perdoa e acolhe. Jeremias sabe que o mesmo se passa com Deus. Razão porque anuncia uma nova aliança, um novo pedido de casamento, um compromisso definitivo com Deus (Heb.13:20 e 21).
O encontro espiritual tem lugar no mais profundo do ser. Deus marca encontro connosco no coração. É aí que Ele deseja imprimir a Sua aliança: “Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração. (Jer.31:33). Desde que sejamos receptores sensíveis e abertos à Sua proposta, Deus está sempre pronto a pôr a Sua lei no nosso coração – como se fosse uma tatuagem, ou melhor ainda, um enxerto de um órgão ou da pele, numa intervenção irreversível – a marcar a nossa vida com o Seu grande amor. Como expressar melhor o carácter íntimo da relação desejada? O amor nunca desabrochou por ordens. Deus não quer impor-nos os Seus desejos. Como um namorado, Ele suspira à porta do nosso coração.

(Badenas, Roberto – “Para além da Lei, a Graça”, pgs.244 e 245 - Publicadora Servir, S.A. 1ª edição, Maio 2010)


Nas mãos do Oleiro

maosdooleiroNa Sua Palavra, Deus compara-Se com um oleiro e o Seu povo é comparado com o barro. O Seu trabalho é moldá-lo à Sua semelhança. A lição que devemos aprender é a da submissão. O eu não deve tornar-se superior. Se prestarmos atenção às instruções divinas, se nos rendermos a Deus, a mão do Oleiro produzirá um vaso bem formado.
A excelência de uma verdadeira união com Cristo virá com a obediência às palavras: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim…”
Se procurarmos o Senhor com humildade e confiança, cada prova reverterá para nosso bem. Poderemos por vezes ter a impressão que fracassámos, mas o suposto fracasso significa um melhor conhecimento de nós próprios e mais firme confiança em Deus. Poderemos cometer erros, mas aprenderemos a não cometer os mesmos erros. Unidos a Cristo, a Videira Verdadeira, somos capazes de produzir frutos para a glória de Deus.
O Senhor deseja que sejamos mansos, humildes e contritos, cheios da certeza que provém do conhecimento da vontade de Deus. “O espírito que Deus nos deu não é para termos medo, mas sim para termos coragem, amor e bom senso. Deus é que nos salvou e nos chamou dum modo especial. Não foi pelos nossos méritos, mas pelo seu próprio plano e pela bondade que, desde sempre, tinha pensado conceder-nos por meio de Cristo Jesus.” (II Timóteo 1:7-9)

(White, E.G. - “Nos Lugares Celestiais” - Meditações Matinais 1968, pg.28)


Olhai e vivei
olhaieviveiPara satisfazermos as exigências da Lei, a nossa fé tem de apoderar-se da justiça de Cristo, aceitando-a como nossa justiça. Em união com Cristo, aceitando a Sua justiça pela fé, podemos ser capacitados para fazer as obras de Deus e cooperarmos com Cristo. Se flutuarmos ao sabor da corrente do mal, e não colaborarmos com os seres celestiais para restringir a transgressão na nossa família e na igreja, substituindo-a pela justiça eterna, não temos fé. A fé trabalha por amor e purifica a alma. Pela fé o Espírito Santo trabalha no coração para criar nele a santidade; isto só é possível, se nós cooperarmos com Cristo. Só podemos ser preparados para o Céu através da operação do Espírito Santo no nosso coração; para acedermos ao Pai temos de ter a justiça de Cristo como credencial. Para termos a justiça de Cristo, precisamos ser diariamente transformados pela influência do Espírito Santo, para podermos participar da natureza divina. É trabalho do Espírito Santo tornar-nos totalmente nobres e santificar a nossa mente.
Olhemos para Jesus. “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” João 1:29. Ninguém é obrigado a olhar para Cristo; mas a voz do convite soa, numa súplica ansiosa: “Olhai e vivei”. Olhando para Cristo, veremos que o Seu amor não tem comparação; Ele tomou o lugar do pecador culpado e atribuiu-lhe a Sua justiça imaculada. Quando o pecador vê o Salvador morrendo na cruz, sob a maldição do pecado, em seu lugar, e contempla o Seu amor perdoador, brota o amor no seu coração. O pecador ama Cristo porque Cristo o amou primeiro. O amor é o cumprimento da Lei.


(White, E.G. – Review and Herald, 1 de Novembro de 1892)

A Compaixão pelos que Caem
caemO amor é o alicerce da piedade. Qualquer que seja a nossa condição, ninguém tem verdadeiro amor a Deus se não tiver amor desinteressado pelo seu irmão.
Nunca teremos este espírito por *tentar* amar os outros. O que é necessário, é o amor de Cristo no coração.
O pecado é o mal maior; temos o dever de exercer compaixão pelos pecadores e prestar-lhes auxílio. Nem todos podem ser ajudados do mesmo modo. Muitas pessoas ocultam a miséria extrema da sua alma. Uma palavra terna ou uma boa lembrança auxiliá-los-á extraordinariamente. Outras pessoas estão na maior indigência, mas não o sabem. Não reconhecem as privações da sua alma. As pessoas estão de tal maneira submersas no pecado, que perderam todo o senso das realidades eternas, perderam a semelhança de Deus, e mal sabem se têm uma alma para ser salva ou não. Não têm nem fé em Deus, nem confiança nos homens. Algumas destas pessoas só podem ser ajudadas por actos desinteressados de beneficência. Precisam de ver primeiro atendidas as suas necessidades materiais, precisam de ser alimentadas, limpas e vestidas. Ao verem as provas do nosso amor desinteressado, ser-lhes-á mais fácil acreditar no amor de Cristo.
Muita gente erra e sente a sua vergonha e loucura. Pensa nos seus erros e nos passos dados em falso até ficar quase em desespero. Não desprezemos estas pessoas. Quando alguém tem de nadar contra a corrente, toda a força o empurra para trás. Estendamos-lhe uma mão auxiliadora, como o fez a Pedro quando se afogava, a mão do Irmão mais Velho.
Falemos-lhe palavras de esperança, palavras que fortaleçam a confiança e despertem o amor.

(White, E. G. – “Parábolas de Jesus”, capítulo “Quem é o meu próximo?”)

Salmo 49

biblia_1Oiçam bem isto, povos da terra; escutem habitantes do mundo, sejam ricos ou pobres, poderosos ou humildes. Vou falar-lhes com sabedoria e expressar-lhes os meus pensamentos mais profundos; prestarei atenção ao ensino dos sábios e explicarei o seu sentido profundo ao som da lira.
Porque hei-de eu temer os dias maus, quando me cercar a maldade dos meus inimigos? Eles confiam nas riquezas e gabam-se de terem muitos bens.
Infelizmente, ninguém pode resgatar-se a si próprio nem pagar a Deus o devido preço. O resgate de uma vida é muito caro; todo o dinheiro seria pouco; não chegaria para o livrar da morte e para que vivesse eternamente.
Repara, que até os sábios morrem, como morrem os loucos e os estúpidos, deixando aos outros os sues bens. O sepulcro será o seu lugar eterno, a sua habitação para sempre, mesmo os que deram o seu nome a terras!
O homem dependente da riqueza não durará; como todos os animais, também ele tem que morrer.
Este é o caminho daqueles que só em si confiam; o destino dos que se deleitam nas suas palavras. Estão condenados a morrer como ovelhas e a morte será o seu pastor; cairão nas suas goelas como animais; a sua força será consumida e devorada pelo sepulcro. Mas Deus há-de resgatar a minha vida, e arrancar-me ao poder da morte. Não te preocupes se alguém enriquece, se aumenta o luxo da sua casa. Quando ele morrer nada levará consigo; a sua fortuna não o acompanhará, mesmo que nada lhe tivesse faltado em vida. Ainda que as pessoas te louvem por seres rico, juntar-te-ás na morte aos antepassados, que não voltarão mais a ver a luz.
A grandeza de um homem não o salva da morte; como todos os animais também ele tem que morrer.

[A BÍBLIA para todos, edição literária – Circulo de Leitores, Lisboa 1ª edição: Setembro 2009]

Necessidade de Temperança

temperancaA intemperança começa à nossa mesa, quando comemos alimentos impróprios. Depois de algum tempo, com a nossa condescendência continuada com o que nos apetece, os órgãos digestivos enfraquecem-se e os alimentos ingeridos não nos satisfazem. Forma-se um estado doentio, experimentando-se um desejo intenso de comer alimentos mais estimulantes. O chá, o café e a carne produzem efeitos imediatos. Sob a influência destes venenos, o sistema nervoso agita-se, e por momentos, as funções intelectuais parecem mais revigoradas. Como aqueles estimulantes, no momento, produzem resultados muito agradáveis, muitas pessoas chegam à conclusão que precisam deles e continuam a usá-los. Porém, há sempre uma reacção. O sistema nervoso, indevidamente estimulado, pediu emprestado para usar no presente energias reservadas para o futuro. Ao temporário fortalecimento do organismo, segue-se a depressão. Proporcionalmente ao passageiro aumento de forças do organismo, ocorre a depressão dos órgãos estimulados, depois de terminar o efeito da estimulação. O apetite é educado a desejar intensamente alguma coisa mais forte, que mantenha e acrescente a excitação orgânica, até que a condescendência se torna um hábito e procura estímulos mais fortes, como o fumo e as bebidas alcoólicas. O grande objectivo por que Cristo suportou aquele longo jejum no deserto foi ensinar-nos a necessidade da abnegação e da temperança. Essa obra deve começar à nossa mesa, e ser estritamente efectuada em todos os aspectos da nossa vida.

[White, E.G. “Testemunhos para a Igreja”, Vol. III, pgs.487 e 488, CPB, S. Paulo, 2000]

O Terceiro Fôlego

idosoOs idosos devem respeitar mais ainda do que os jovens ou os adultos, os limites naturais e inevitáveis que o envelhecimento lhes impõe. Deverão evitar esforços intensos que solicitem excessivamente o coração, os pulmões, as articulações e a agilidade dos músculos. Mesmo quando se foi um desportista de elite, chega um momento em que o organismo sofre uma diminuição considerável das suas capacidades físicas.
No entanto, não é preciso parar com a actividade desportiva, mas apenas moderá-la. Se alguém nunca fez desporto até à idade da reforma, deve dar preferência à ginástica e aos desportos praticados num andamento regular e, mais uma vez, moderado: a marcha, a corrida combinada com a marcha, a natação, o ciclismo em terreno plano. Fazer exercício três vezes por semana, durante meia hora, já é bastante positivo. E, de preferência, convém praticá-lo em grupo, para lutar contra o isolamento, que, muitas vezes está ligado ao imobilismo.
Este é responsável, não apenas pela rápida degradação física, mas também, pela perda progressiva das faculdades de adaptação a novas situações: a vida estagna a todos os níveis e o reformado, assim marginalizado, torna-se rapidamente um verdadeiro velho.Consulte regularmente o seu médico, comece devagar e avance muito gradualmente; não se esqueça de fazer alguns exercícios de aquecimento antes de cada sessão. A prática de um desporto “não acrescenta anos à vida, mas dá vida aos anos”.

[“Viver em forma todo o ano” – pgs.132 e 133 – EDIDECO, Lisboa, Set.1994]

Sinais e Decisões

estatisticaSegundo afirmam as estatísticas, o ano de 2010 regista já mais de 222 mil mortes em todo o mundo em consequência da ocorrência de terramotos, sendo, logo a seguir a 2004, o segundo pior ano da última década em termos de óbitos provocados por sismos.
A Bíblia afirma sem equívocos que a Terra geme como consequência do mal humano, segundo afirma o apóstolo Paulo na epístola aos Romanos (Rom.8:18-23). Na mesma passagem, o apóstolo sublinha que a própria criação aguarda a redenção, ou seja, a restauração de todas as coisas por ocasião da segunda vinda de Cristo.
O próprio Cristo assinalou que entre os sinais anunciadores da Sua segunda vinda estariam fenómenos do mundo físico e natural, como terramotos e outras catástrofes naturais (Luc.21:11).
Vivemos despreocupadamente, sem levarmos muitas vezes em consideração a condição humana e o sentido último da existência. E, em meio a estas ocorrências naturais extremas, percebemos que somos seres finitos e limitados, confrontados com o objectivo da vida. Este objectivo é corresponder ao projecto divino, tal com está delineado na Bíblia.
A Restauração de todas as coisas, de que os sinais naturais são anunciadores, deve traduzir-se no presente por uma restauração de princípios de vida, que preparem cada um de nós para a realidade que em breve sobrevirá.

[Artur Machado, Revista “Sinais dos Tempos” 1º Trim.2010, Editorial]

O Poder da Vontade

olhoO poder que governa a natureza humana, é o poder de decisão, é o poder de escolha. Tudo depende da acção da vontade. Os desejos de bondade e de pureza, são em si mesmos justos, mas se não agimos, para nada servem. Muitos arruínam-se moralmente, enquanto esperam e desejam vencer as suas más tendências. Mas não entregam a vontade a Deus. Não escolhem servi-Lo.
Deus deu-nos o poder de escolher. Devemos exercitá-lo. Não podemos mudar o coração, nem dirigir os nossos pensamentos, impulsos e afeições. Não podemos tornar-nos puros, aptos para o serviço de Deus. Mas podemos escolher servi-Lo, podemos entregar-Lhe a nossa vontade e Ele operará o querer e o realizar, segundo a Sua graça. Desta maneira toda a nossa natureza será submetida a Cristo.
Através do correcto exercício da vontade, pode ser efectuada uma mudança completa na nossa vida. Entregando a vontade a Cristo, aliamo-nos ao poder divino. Recebemos força do Alto para continuarmos firmes. Uma vida nobre e pura, uma vida vitoriosa sobre o apetite e a concupiscência, é possível a quem quiser unir a sua vontade humana, fraca e vacilante, à omnipotente e inabalável vontade de Deus.
Pela oração, pelo estudo da Palavra de Deus, pela fé na Sua constante presença, a mais fraca das criaturas humanas pode viver em contacto com Cristo, e Ele a segurará com mão que nunca a largará.

(Compilado de “A Ciência do Bom Viver” de E.G.White, pgs.181 e 182 – CPB, S.Paulo, 1977)

O Espírito de Gratidão e Louvor

caminhoNão há nada melhor para promover a saúde do corpo e da alma, do que ter um espírito de gratidão e louvor. Deve constituir um dever para nós resistir à melancolia, às ideias e sentimentos de descontentamento, um dever tão grande como é orar. Se caminhamos para o Céu, como podemos ir lamentando-nos, gemendo e queixando-nos ao longo da estrada para casa do nosso Pai?
Os cristãos que estão sempre a queixar-se e que parecem julgar que a alegria e a felicidade são um pecado, não são verdadeiros cristãos. Os que encontram um prazer mórbido em tudo o que é melancólico no mundo natural; os que preferem ver as folhas mortas em vez de olhar para as belas flores vivas; os que não vêem os belos picos das montanhas e os vales revestidos de vegetação verde; os que não querem ouvir a voz de júbilo da natureza que é doce e harmoniosa para o ouvido atento, estes não estão em Cristo. Colhem para si mesmos tristeza e sombras, quando poderiam ter o esplendor, o próprio Sol da Justiça, nascendo-lhes no coração e trazendo saúde nos Seus raios.
Quando abrimos os olhos pela manhã, demos graças a Deus por nos ter guardado durante a noite. Agradeçamos-Lhe a paz que temos no coração. De manhã, ao meio-dia e à noite, como um perfume suave, suba até ao Céu a nossa gratidão.
Quando alguém pergunta como nos sentimos, não pensemos em nada triste para contar para atrairmos simpatia. Não falemos da nossa falta de fé, das nossas aflições e sofrimentos.
Falemos do grande poder de Deus que liga aos Seus todos os nossos interesses. Falemos do incomparável poder de Cristo e da Sua glória.

(White, E.G. – “ A Ciência do Bom Viver”, 3ª ed. cap.”A Cura Mental”, CPB, S.Paulo, 1977)

Amabilidade e beleza na verdade

igreja“Vi que a igreja tem quase perdido o espírito de abnegação e sacrifício; fazem do eu e do interesse próprio a primeira coisa; fazem pela obra o que julgam que podem e o que não podem fazer. Tal sacrifício, vi, é defeituoso e para Deus não é aceitável. Todos devem estar interessados em fazer o máximo para levar a causa, avante! Vi que os que não têm propriedades, mas que possuem forças físicas, são perante Deus responsáveis por elas. Devem ser diligentes no trabalho e de espírito fervoroso; não devem deixar que os que têm bens materiais façam todos os sacrifícios. Vi que podem esforçar-se e que é seu dever fazê-lo, da mesma forma que os que possuem propriedades. Muitas vezes, porém, os que não têm bens materiais não compreendem que se podem negar a si mesmos e satisfazer menos os seus gostos e apetências, e encontrar muito mais em que poupar para a causa. Assim, juntam tesouros no Céu. Vi que há amabilidade e beleza na verdade. Mas sem o poder de Deus, a verdade permanecerá impotente.”

(White, E.G. “Testemunhos para a Igreja”, Vol. I, pg.115, CPB, S. Paulo, 2000)

Pais e Filhos

paesefilhos
Se o lar for atractivo, se os pais manifestarem afeição pelos filhos, procurando com bondade mantê-los ocupados e instruí-los com amor na obediência ao pai e à mãe, tocarão uma corda sensível no coração deles. Serão prontamente obedecidos por pés, mãos e coração voluntários. Controlando-se a si próprios, falando bondosamente e louvando as crianças quando se esforçam por fazer o que é correcto, os pais estimulando esses esforços, tornarão os seus filhos felizes e lançarão sôbre o círculo da família, um encanto que afugentará todas as sombras escuras.

(White, E.G. “Testemunhos para a Igreja”, Vol. I, - CPB, S. Paulo, 2000 – Extracto adaptado do cap.72, Pais e Filhos)